Máquinas
Somos estranhos. O corpo humano consegue reunir duas coisas profundamente antagónicas: ser um dos mecanismos mais fiáveis e perfeitos na natureza, mas com o comando mais irracional que pode existir.
Que bom que seria se não vivêssemos, mas existissemos apenas. Grande parte dos nossos constrangimentos com o nosso "invólucro" não fariam sentido. E teríamos então tempo pra nos preocuparmos apenas com o que interessa em nós e nos outros.
Mas faz parte da condição humana ter limites. Quanto mais não seja, porque na sua extraodinária abrangência, a nossa mente parece ter infinitos poderes, pelo que teria de se ver confinada a algo tão perfeito, mas também tão frágil, como o nosso corpo. Parecemo-nos então como presentes, prontos a serem desembrulhados. Eternas surpresas nos outros e para os outros.
Pena é que tantas vezes, na precipitação do dia a dia, nos percamos em brilhos e padrões, deixando a nossa máquina errante ao destino: como um presente mal desembrulhado. Será isso a superficialidade? Será a máquina a mandar na mente? Ou pelo contrário, será a mente a ser ela própria, mais humana, soberana e ciente do seu limite e fraqueza?...
Que bom que seria se não vivêssemos, mas existissemos apenas. Grande parte dos nossos constrangimentos com o nosso "invólucro" não fariam sentido. E teríamos então tempo pra nos preocuparmos apenas com o que interessa em nós e nos outros.
Mas faz parte da condição humana ter limites. Quanto mais não seja, porque na sua extraodinária abrangência, a nossa mente parece ter infinitos poderes, pelo que teria de se ver confinada a algo tão perfeito, mas também tão frágil, como o nosso corpo. Parecemo-nos então como presentes, prontos a serem desembrulhados. Eternas surpresas nos outros e para os outros.
Pena é que tantas vezes, na precipitação do dia a dia, nos percamos em brilhos e padrões, deixando a nossa máquina errante ao destino: como um presente mal desembrulhado. Será isso a superficialidade? Será a máquina a mandar na mente? Ou pelo contrário, será a mente a ser ela própria, mais humana, soberana e ciente do seu limite e fraqueza?...
