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Há cantos que não são nossos... são de alguém.
É como o ar entre os móveis do nosso quarto: está lá, é nosso, mas há sempre algo mais que o ocupa. Nunca somos nós, ainda que seja o nosso quarto, pelo que algo mais acaba por o ocupar sempre.
Ocupaste todo o ar frio e gelado que tinha. Todos esses vazios entre os cheios do passado, das memórias, das lágrimas, dos sorrisos.
Lentamente, os meus móveis são também teus. Os meus companheiros de solidão reconhecem-te e também eles se entregam a ti. Porque nada há de mais íntimo que partilhar o nosso quarto...
...e deixar que ele bombe pelo nosso corpo, o sangue que nos aquece!
:-)
É como o ar entre os móveis do nosso quarto: está lá, é nosso, mas há sempre algo mais que o ocupa. Nunca somos nós, ainda que seja o nosso quarto, pelo que algo mais acaba por o ocupar sempre.
Ocupaste todo o ar frio e gelado que tinha. Todos esses vazios entre os cheios do passado, das memórias, das lágrimas, dos sorrisos.
Lentamente, os meus móveis são também teus. Os meus companheiros de solidão reconhecem-te e também eles se entregam a ti. Porque nada há de mais íntimo que partilhar o nosso quarto...
...e deixar que ele bombe pelo nosso corpo, o sangue que nos aquece!
:-)
