domingo, agosto 07, 2005

Superficie

Quando nadamos, mantemo-nos à tona. Podemos ver o brilho do sol espelhar-se na água. Vemo-nos envoltos em luz, em azul, na imagem das nuvens. Estamos na água, como poderíamos estar no céu.

Quando mergulhamos, faz-se silêncio. E escuro. Pouco ou nada temos de luz. É o vazio que se sente e nos engole. Implacavelmente.

Entrei de cabeça e nadei. Muito. Mas a água venceu-me, sugou-me. Dormito sobre um casco dum galeão afundado.

Espero que um raio de sol penetre a superficie...