quarta-feira, outubro 05, 2005

Outono

Está a chegar a estação dos tapetes castanhos, amarelos, vermelhos... Que engraçada que é a natureza: as árvores dispendem tanta energia a criarem as suas folhas, a torná-las viçosas, para depois cairem e acabarem esmagadas aos nossos pés. É mesmo assim... E só assim é possivel renascerem verdes e frondosas na Primavera.

No amor somos exactamente iguais. Quantas vezes o que cultivamos e cuidamos com tanto esmero, não acaba apenas no chão... e nós despidos? Mas nunca é em vão. Como as folhas caídas que não deixam nunca de embelezar o chão, assim os nossos sentimentos não deixarão nunca - se forem bons - de deixar de aveludar o chão dos corações a quem nos dedicámos.

Porque como as árvores também temos o nosso lugar. Porque como as árvores, construiremos com igual esmero e ainda mais carinho as novas folhas de um novo amor. E sob a sombra da sua copa, não existirá nunca lugar para a infelicidade!...


PS: ...para alguém cujo vento não perdoou alguns ramos e muitas folhas, mas que dificilmente arrancará algum dia as raízes. E que reflorescerá... ;-)

sábado, outubro 01, 2005

Branco

Neve. Qual manto que tudo cobre e adormece.
Uma vastidão sob os nossos pés onde caminhamos e deixamos as nossas marcas. Por quanto tempo? Até quando? Para quê...? Para quem......

Há que despertar. Caminhar. Fazer real o chão que pisamos. Reconhecermo-nos nas pegadas que deixamos. Como um risco que se atreve na imensidão duma folha de papel, também nós brotarmos verdes através do gelo após o Inverno.

E maravilharmo-nos com um novo sol que nos brinda.
Renascermos!...