quarta-feira, maio 04, 2005

Voltar atrás

Como qualquer miúdo, atravessar um lago ou um rio saltando de pedra em pedra é sempre um desafio. É o divertimento, o risco, o teste de sermos capazes de chegar a outro lado sempre secos. Não que a água seja uma calamidade caso as coisas corram mal, mas queremos sempre ser bem sucedidos.

Certa vez, num movimento mais ágil, pisei um amigo. Não foi intencional e também não foi por isso que cheguei primeiro ao outro lado: apenas pisei porque tinha de passar. E passei... e não olhei para trás.

Hoje ando pelo rua e tropeço em pedras. Não muitas, felizmente. Mas preferia tropeçar apenas em amigos. E estender a mão.... como deveria ter sido naquele lago, naquela tarde.
Porque temos tantos lagos a atravessar, tantas pedras a escolher. E como é bom sentir braços que se estendem para que também eu não caia na água!...